terça-feira, 1 de julho de 2014

Dos encontros aos desencontros




Uma vez escrevi um texto sobre laços e conexões afetivas, refletindo bastante sobre isso e ainda mais, tentando passar para as pessoas a minha simples opinião. Mas o que vem realmente ao caso, ou quem sabe acaso, é que as vezes, mediante a algumas situações muito peculiares, daquelas que fazem você dar uma pane mental, física e psicológica muito intensa, procuro agora compreender de uma forma que me falta palavras para explicar, essas conexões no qual estamos a todo momento construindo. Construindo muitas vezes, como se usássemos tijolos invisíveis, podendo não enxergar a existência delas, mas sim, senti-las. 
Hoje comecei a ver alguns tijolos, vi suas cores, seus odores, suas formas, e acho que compreendi melhor de como nossas conexões podem ser estabelecidas de uma forma que nunca pensei antes, que nunca entendi antes, que nunca enxerguei antes.
Será possível em pouquíssimos dias, estabelecer conexões antes invisíveis aos nossos "olhos", de uma maneira tão rápida? Será loucura de nossos ingênuos corações? Será que é nada mais que um descontrole/desequilíbrio das emoções? Confesso não saber muitas das respostas que pretendia ter, mas depois de hoje, levo um motivo a mais, um incentivo a mais, de crer que conexões podem ser estabelecidas muito rapidamente, cabendo só a nós, querer enxergá-las ou mante-las invisíveis.
Vou ao seu encontro através de rápidos olhares, escondidinho, sem saber que perceba e logo após vou ao seu desencontro. Alguns longos minutos se passam, quem sabe 40 ou 60 minutos, volto para aquela massa de pessoas, de sotaques engraçados, em companhia dos amigos, quando derrepente, vou novamente de encontro com sua imagem, ainda mais assustado que a primeira vez, sem saber se ficava ali quietinho, ou se dizia um "oi" qualquer. Ainda abismado, observo sua locomoção e marco um ponto fixo de onde a tão prazerosa pequetita se encontrava. Não por querer vigiá-la, por querer saber se outras bocas poderiam já ter ido ao seu encontro, mas sim por ficar tão impressionado de ir ao seu encontro novamente.
Dou alguns passos, e ainda em duvida e bem acanhado, vou ao seu encontro em corpo e alma, derrepente, um susto! Suas feições não negavam aquele ar de preocupação, como se ela falasse sem usar os lábios, “Putz! Você por aqui? Como assim você ta aqui?” e depois de uma breve prosa, percebo uma indecisão, alguns beijos negados cá, outros lá, e mesmo assim o desespero não me invade, como da primeira vez que a beijei invadiu.
Ela fala sobre seu novo corte de cabelo, que claro, eu mesmo nas minhas qualidades jornalísticas de observação, passo batido, como sempre passei em casa com minha queridíssima mãe. E por mais que eu havia enxergado um ar de descontentamento por passar batido, achei aquilo de uma fofura sem igual, logo me explico que os cabelos sempre foram meus inimigos no campo da observação.
Era inegável, que ela também tinha sentido, quem sabe compreendido também, um pouco mais de como conexões podem ser estabelecidas entre pessoas, e muitas vezes, como elas estão condicionadas a se encontrar sem mesmo saber disso, e digo a vocês, que depois de hoje, isso vem martelando na minha cabeça desde o primeiro encontro com sua imagem, naquele ambiente de desordem, até esse exato momento.
As preocupações e indecisões se dissipam, ela deita em meu ombro, um silêncio breve e complacente invade o ambiente e logo nossos olhares já se conectavam, entrelaçavam, automaticamente nos beijamos e o que fica é a vontade de saber qual será o novo dia de amanhã. 

13/06/2014

Só queria pensar que o amanha ainda pode ser o dia de amanha, e não ontem... 

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