sábado, 17 de dezembro de 2011

Desequilibrando.




Com muito custo e doses temporais fluentes, o desapego que se julgava contra o equilíbrio me ganhava, me convencia a adaptar-me a ele como se fosse à solução principal. Depois de muita luta e uma intensa resistência, perdi as forças, desliguei meu mundo, criei meu chão e aos poucos comecei a dar os primeiros passos.
O abismo não parecia tão alto quanto antes. A dor da queda não me intimidava mais. Desfiz os caminhos, destruí as pontes e logo entrei na contramão, me desligando quase por completo. Me restou apenas um sentimento chulo. Frio. Melancólico...
Por mais que eu tente sair, mais eu quero entrar, e logo volto a trilhar os velhos caminhos permitindo o desequilíbrio das emoções, me abrindo para as mais confortáveis sensações. E a partir de hoje, eu enxergo que o equilíbrio não é mais o que eu quero. Que mesmo sendo mais fácil alcançá-lo agora, quero é mais desequilibrar e pouco me importa se o tamanho do abismo aumentar, se a dor me torturar. Quero meu mundo de volta, e não o quero sozinho...

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Madrugando.




Já tinha tempo que não passava uma boa noite em claro me deliciando com belas melodias e refletindo as minhas tamanhas vontades e mais importunos desejos.
Assim logo me inspiro com a combinação perfeita de musica e algumas das minhas mais loucas ilusões. Lembro de uma das noites em especial com direito a violão, sem lembrar do tempo e dos desgostos da vida. Tudo fazia tanto sentido com a minha concepção fantasiada da realidade.
Até agora ainda me questiono friamente porque deixei o medo me consumir assim, tão por completo.


quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Um desabafo noturno de uma madrugada qualquer..

Ao vê-la ali tão de perto, tão próxima da minha realidade, a minha única vontade era de tocá-la no rosto, deixar uma suave melodia soar e apenas dizer aquilo tudo que eu já não tenho mais controle liberando toda essa dor que o tempo tomou conta de intensificar. E assim que estou prestes a me abrir acabo lembrando dos riscos de forma tão negativa, que o medo me abrange, me bloqueia. E se tudo der errado? E se os laços que construímos desabarem?
Enquanto o “se” fazer parte dos meus pensamentos, eu sei que esse medo só aumentará, adiando cada vez mais o que tenho pra dizer e então, depois de alguns arrependimentos que me mataram por dentro, me fazendo sentir um tolo, um nada, percebo que não há outra forma a não ser deixar tudo fluir.
De fato, hoje sei que dependo das nossas longas conversas e não sei como seria viver sem elas, afinal, na maioria das vezes é nelas que eu busco os meus maiores refúgios. É como se tudo sumisse e todo o ar negativo dentro de mim se dissipasse e o que mais importa está ali, alguns palmos na minha frente, em uma mesa de bar qualquer me acolhendo, escutando meus desabafos, minhas diversas experiências. Contando dos casos aos acasos.
Como a dor aumenta só de pensar que apenas posso sonhar. Imaginar por breves instantes situações tão adversas com a realidade, lutando para que elas possam ter ao menos, um fio de verdade e não ser só mais uma abstrata ilusão.

Começando

Esse espaço que abro hoje é somente um vinculo onde postarei alguns dos meus desabafos, experiências, opiniões e até as minhas mais loucas utopias. Talvez os posts não aconteçam com tanta fluidez e freqüência. Talvez ninguém nunca saiba o que está aqui. A menos que descubram ou que eu permita de alguma forma!