domingo, 15 de junho de 2014

Dos Favoritos

Baile eremítico

Ficamos dançando, eu e você. De um lado pro outro; para o bem e para o mal.
Flertam umas com as outras as nossas palavras, nossos textos, na sincronia exata como os guatemalenses em um ritual esperando pelo sangue jorrar.
Dançam os nossos dedos nas costas nuas,ah, só em sonho, só em sonho.  E nossos sonhos dançavam a nossa esperança. E dançam um foxtrot as dúvidas aflitas, tantas visões ardidas.
Mas toca no salão a balada do amor inabálavel, embalando o jogo entre nossos desejos e deletérios; dois lobos se estranhando na clareira circular. Faz-se valer essa ordem torta de ataque-e-defesa, vai ou não vai, chove e deixa escorrer nas janelas dos olhos. Ficamos assim nós, sem saber cada um o quê, nesse baile eremítico dos nossos brios perdidos nos embaraços e labirintos do desejo. Que arde, e eu sei.

N.

sábado, 7 de junho de 2014

Pequetita



Tão pequetita, nos seus moldes e formas muito agradáveis aos meus olhos. Como se olhar pra ela fosse massagear as vistas exalando uma fofura sem igual, semelhante a um botão que está prestes a florir, com abelhas já atentas para colher aquele polem e fabricar o mais puro mel.
Ela nos seus parâmetros, naquela estatura baixa, risonha, como um conjunto completo de fatores que faziam toda aquela fofura prevalecer sobre qualquer estância.
Me pergunto como pode, alguém vir ao mundo tão doce assim, tão cintilante, tão fofa, daquelas pessoas que você olha e enxerga um porque, uma essência, um ar gostoso de se respirar e respirar juntinho, no calor dos abraços.
Posso até estar enganado, mas prefiro acreditar nas coisas que vi, que senti, de estar só aquele pouquinho de tempo agarradinho, falante e serelepe como sempre fico quando vou de encontro com alguém que me empolga tanto a ter experiencias legais, conhecer lugares, fazer coisas diferentes. Sair da rotina chata do dia-a-dia.
Chega o fim, e o medo sobressai, invade todo o ambiente interior de saber se só fui feliz aquele mucadinho de tempo, ou se ainda dá pra ser feliz mais vezes. Porque ir ao seu encontro parece ser sempre mais uma oportunidade de ser feliz. Nem que seja por alguns breves minutinhos.